Dr. Fabricio Cardoso

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Feliz Natal !

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Se Dirigir Não Digite

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XXII Congresso de Trauma Ortopédico

 Maceió recebe o XXII Congresso de Trauma Ortopédico entre os dias 05 e 07 de maio de 2016. O evento reuniu especialistas de diferentes Estados e nacionalidades. Em busca de avanços tecnológicos, técnicas cirúrgicas inovadoras e melhor reabilitação para os pacientes, o evento recebeu cerca de 850 participantes.

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Uma das novidades do congresso deste ano é a ilha com exibição de aulas e técnicas cirúrgicas no formato 3D.

 E depois da campanha do ano passado visando a prevenção de acidentes motociclísticos, este ano a Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico lança a campanha “Se Dirigir Não Digite”.“A proposta é conscientizar a população para que o número de acidentes provocados por este mau hábito diminua”. Segundo estimativas, 70% dos leitos hospitalares no Brasil são ocupados com pacientes em tratamento decorrentes de acidentes de trânsito.naodigite

 

Lombalgia (dor nas costas): 10 perguntas freqüentes

Má postura, inflamação ou mesmo hérnia de disco. As causas variam, mas trazem como conseqüência a famosa lombalgia, ou dor nas costas, que prejudica seu dia-a-dia e sua qualidade de vida. Saiba como evitar esse problema e viver muito melhor.
1. O que é lombalgia? Lombalgia
É quando uma pessoa tem dor na região lombar, ou seja, na região mais baixa da coluna perto da bacia. É também conhecida como “lumbago”, “dor nas costas”, “dor nos rins” ou “dor nos quartos”. Não é uma doença. É um tipo de dor que pode ter diferentes causas, algumas complexas, porém, na maioria das vezes o problema não é sério. Algumas vezes a dor se irradia para as pernas com ou sem dormência.
2. O que causa a lombagia?
Freqüentemente o problema é postural, isto é, causado por uma má posição para sentar, para se deitar, para se abaixar no chão ou para carregar algum objeto pesado. Outras vezes pode ser causada por inflamação, infecção, hérnia de disco, escorregamento de vértebra, artrose (processo degenerativo de uma articulação) e até emocional.
3. Como é a lombalgia?
De duas maneiras: aguda e crônica. A forma aguda é o “mau jeito”. A dor é forte e aparece subitamente depois de um esforço físico. Ocorre na população mais jovem. A forma crônica geralmente acontece entre os mais velhos; a dor não é tão intensa, porém é quase permanente.
4. É importante fazer exames como a ressonância magnética?
Não. Mais de 90% das vezes o diagnóstico e a causa são estabelecidos com uma boa conversa com o paciente e com um exame físico bem feito. Em caso de dúvida, o passo seguinte é a radiografia simples.
5. E a densitometria?
É um exame usado em osteoporose, porém osteoporose não provoca dor. O que dói é a fratura espontânea de uma vértebra enfraquecida pela osteoporose. Portanto, na maioria das vezes, a densitometria não é necessária nos casos de lombalgia.

6. Ginástica faz bem?
Na crise aguda o exercício está totalmente contra indicado. Deve-se fazer repouso absoluto, deitado na cama. Uma alternativa é deitar de lado em posição fetal (com as pernas encolhidas). Não estão indicados na fase aguda: tração, manipulação, RPG, cinesioterapia, alongamento nem massagem.

7. Que remédios são indicados na crise de lombalgia aguda?
Os analgésicos e os antiinflamatórios podem ser usados. Sedativos são úteis para ajudar a manter o paciente em repouso no leito. Existem outras substâncias muito usadas, porém sem nenhuma eficácia científica comprovada, tais como: vitamina B12, cortisona, cálcio, gelatina de peixe, casca de ovo, casca de ostra, geléia de tubarão, unha do diabo; nenhuma delas tem efeito comprovado! Nota-se que, quanto mais bem feito o repouso, menos medicamentos são necessários. Obviamente, deve-se tratar a causa da lombalgia.

8. Hérnia de disco tem de ser operada?
Não. Quase todos os casos regridem com repouso no leito, sem necessidade de cirurgia. Assim, a hérnia murcha e deixa de comprimir estruturas importantes, como os nervos. O tratamento cirúrgico está indicado apenas nos 10% dos casos em que a crise não passa entre 3 a 6 semanas, ou em pacientes que têm crises repetidas em curto espaço de tempo ou quando existem alterações esfincterianas (perda de controle para urinar e defecar).

9. Lombalgia na criança e no adolescente é importante?
Sim, muito importante. Enquanto no adulto a maioria das lombalgias tem causas e tratamentos simples, a dor lombar no adolescente é incomum e de causas que devem ser investigadas cuidadosamente pelo médico ortopedista.

10. Como evitar que uma lombalgia aguda se torne crônica?
Muitos fatores são importantes. A correção postural, principalmente na maneira de sentar no trabalho e na escola. Na fase aguda a ginástica não é indicada, porém, após o final da crise, a prática regular de exercícios físicos apropriados é importante.  Quando fizer exercício com pesos na ginástica, proteja a coluna deitando ou sentando com apoio nas costas. Sempre evitar carregar peso. Não permanecer curvado por muito tempo. Quando se abaixar no chão deve-se dobrar os joelhos e não dobrar a coluna. Evitar usar colchão mole demais ou excessivamente duro, principalmente se o indivíduo é muito magro. Para outros esclarecimentos, consulte o seu médico ortopedista.

Fonte:
Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO).

Ebola – O que precisamos saber?

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1 – O que é a doença causada pelo vírus Ebola?

A doença do vírus Ebola (anteriormente conhecida como febre hemorrágica Ebola) é uma doença grave, muitas vezes fatal, com uma taxa de letalidade que pode chegar até os 90%. A doença afeta os seres humanos e primatas não-humanos (macacos, gorilas e chimpanzés). O Ebola foi identificado pela primeira vez em 1976, em dois surtos simultâneos: um em uma aldeia perto do rio Ebola, na República Democrática do Congo, e outro em uma área remota do Sudão. A origem do vírus é desconhecida, mas os morcegos frugívoros (Pteropodidae) são considerados os hospedeiros prováveis do vírus Ebola.
2 – Como as pessoas são infectadas com o vírus?

O Ebola é introduzido na população humana por meio de contato direto com o sangue, secreções, órgãos ou outros fluidos corporais de animais infectados. Na África, os surtos provavelmente originam-se quando pessoas têm contato ou manuseiam a carne crua de chimpanzés, gorilas infectados, morcegos, macacos, antílopes florestais e porcos-espinhos encontrados doentes ou mortos ou na floresta.

3 – O vírus Ebola passa de pessoa para pessoa?

Depois que uma pessoa entra em contato com um animal que tem Ebola, ela pode espalhar o vírus na sua comunidade, transmitindo-o para outras pessoas. A infecção ocorre por contato direto com o sangue ou outros fluidos corporais ou secreções (fezes, urina, saliva, sêmen) de pessoas infectadas. A infecção também pode ocorrer se a pele ou membranas mucosas de uma pessoa saudável entrarem em contato com objetos contaminados com fluidos infecciosos de um paciente com Ebola, como roupa suja, roupa de cama ou agulhas usadas. Cerimônias fúnebres em que os enlutados têm contato direto com o corpo da pessoa falecida, como é comum em comunidades rurais de alguns países africanos, também podem desempenhar um papel importante na transmissão do Ebola. Pessoas que morreram de Ebola devem ser manipuladas apenas por quem esteja usando roupas de proteção e luvas. O corpo deve ser enterrado imediatamente.

O vírus Ebola não é transmitido pelo ar.

4 – Quais os riscos para os profissionais de saúde que cuidam dos doentes?

Os profissionais de saúde têm sido frequentemente expostos ao vírus ao cuidar de pacientes com Ebola na África. Isso acontece quando eles não usam adequadamente equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras. Os profissionais de saúde devem seguir rigorosamente as precauções de controle de infecção recomendados. Além dos cuidados usuais, os trabalhadores de saúde devem aplicar estritamente as medidas de controle de infecção para evitar a exposição a sangue infectado, fluidos ou ambientes e objetos contaminados – como a roupa suja de um paciente ou agulhas usadas. É recomendado o uso de equipamentos de proteção individual, tais como aventais, luvas, botas, máscaras e óculos de proteção ou protetores faciais; não devem reutilizar equipamentos ou roupas de proteção, a menos que tenham sido devidamente desinfectados; devem trocar as luvas ao passar de um paciente para outro.

Procedimentos invasivos que podem expor os médicos, enfermeiros e outros à infecção devem ser realizado sob estritas condições de segurança. Os pacientes infectados devem ser mantidos separados dos outros pacientes e pessoas saudáveis, tanto quanto possível. A dificuldade de manter esses padrões adequados nos serviços de saúde dos países africanos acometidos tem propiciado a infecção em profissionais de saúde.
5 – Quando uma pessoa passa a transmitir o vírus a outra?image

O período em que a pessoa infectada pode transmitir só inicia após o surgimento dos sintomas. Durante o período de incubação, a pessoa não transmite o Ebola. As pessoas podem infectar outras enquanto seu sangue e secreções contiverem o vírus. Por esta razão, os pacientes infectados têm que ser cercados de cuidados específicos para evitar que profissionais de saúde ou parentes e amigos que os visitam no hospital entrem em contato com o sangue e secreções.
6 – Quem corre mais risco?

Durante um surto, como o que agora ocorre na Libéria, Serra Leoa e Guiné, as pessoas com maior risco de infecção são os profissionais de saúde (que atendem pacientes sem seguir as medidas de proteção adequadas); membros da família ou outras pessoas que têm contato próximo com as pessoas infectadas; pessoas que têm contato direto com os corpos dos mortos como parte de cerimônias fúnebres e caçadores que entram em contato com animais mortos encontrados na floresta.

7 – Quais são os sinais e sintomas do Ebola?

O início súbito de febre, fraqueza intensa, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta são os sinais e sintomas típicos. A pessoa infectada também tem vômitos, diarreia, disfunção hepática, erupção cutânea, insuficiência renal e, em alguns casos, hemorragia tanto interna como externa. O período de incubação, ou o intervalo de tempo entre a infecção e o início dos sintomas, pode variar de dois até 21 dias. Os pacientes tornam-se contagiosos apenas quando começam a apresentar os sintomas. Eles não são contagiosos durante o período de incubação. A confirmação dos casos de Ebola é feita por exames laboratoriais específicos.

8 – Qual é o tratamento?

Não há tratamento específico que cure o Ebola. Alguns tratamentos experimentais têm sido testados, mas ainda não estão disponíveis para uso geral. Os pacientes de Ebola requerem tratamento de suporte intensivo, realizado em hospitais de referência para tratamento de doenças infecciosas graves. Eles geralmente ficam desidratados e precisam de fluidos intravenosos ou de reidratação oral com soluções que contenham eletrólitos. Alguns pacientes podem se recuperar se receberem tratamento médico adequado. Para ajudar a controlar a propagação do vírus, as pessoas suspeitas ou confirmadas de ter a doença devem ser isoladas de outros pacientes e tratadas por profissionais de saúde usando equipamentos de proteção.
9 – Como prevenir a infecção pelo Ebola?

Atualmente não há nenhuma vacina para a doença do vírus Ebola. Várias vacinas estão sendo testadas, mas nenhuma delas está disponível para uso clínico no momento. Nos países onde existe transmissão do Ebola, a melhor maneira de se prevenir é evitar contato com o sangue ou secreções de animais ou pessoas doentes ou com o corpo de pessoas falecidas em decorrência dessa doença, durante rituais de velório.
10 – É seguro viajar durante um surto?

A Organização Mundial da Saúde não recomenda restrições de viagens para os países que apresentam transmissão porque o risco de infecção para os viajantes é muito baixo, já que a transmissão de pessoa a pessoa só se dá com o contato direto com os fluidos corporais ou secreções de um paciente infectado. Além disso, a transmissão ocorre, principalmente, em vilas e povoados de áreas rurais. Pessoas que viajam a trabalho para as capitais ou cidades desses países devem evitar qualquer contato com animais ou com pessoas doentes. Os profissionais de saúde que viajam para as áreas com transmissão, nesses países, devem seguir estritamente as medidas recomendadas pela OMS para o controle da infecção. Os brasileiros que residem nos países onde há transmissão do Ebola (Libéria, Serra Leoa e Guiné) devem evitar deslocamentos para as áreas rurais e vilas onde estão ocorrendo os casos, ficar alerta às informações e recomendações prestadas pelos Ministérios da Saúde desses países e evitar contato com animais ou pessoas doentes.
11. É possível termos casos de Ebola no Brasil?

Pelas características da infecção pelo Ebola, a possibilidade de ocorrer uma disseminação global do vírus é muito baixa. Desde sua descoberta em 1976, o vírus tem produzido, ocasionalmente, surtos em um ou mais países africanos, sempre muito graves pela alta letalidade, mas, autolimitados. A seriedade do atual surto é a sua extensão, atingindo três países e a demora em se atingir seu controle. Isso ocorre pela precariedade dos serviços de saúde nas áreas em que ocorre a transmissão, que não dispõem de equipamentos básicos de proteção aos profissionais de saúde e aos demais pacientes, bem como pelas práticas e tradições culturais de manter pacientes em casa, inclusive escondendo sua condição das autoridades sanitárias, e a realização de rituais de velórios em que os parentes e amigos têm bastante contato com o corpo do falecido.

No Brasil, não há circulação natural do vírus Ebola em animais silvestres, como em várias regiões da África.
12 – Como é feita a detecção de casos?

Como o período de transmissibilidade só começa depois que a pessoa inicia os sintomas e como todo caso de Ebola produz sintomas fortes que exigem que o doente procure um serviço de saúde, a detecção de casos pode ser feita oportunamente em locais com serviços de saúde e sistemas de vigilância estruturados, facilitando a interrupção da transmissão. Se uma pessoa vier de um país onde ocorre transmissão e apresentar a doença durante a viagem, a equipe de bordo aplica as normas internacionais vigentes, visando a proteção dos demais passageiros e informa às autoridades sanitárias do aeroporto ou porto de destino para a remoção e transporte do paciente ao hospital de referência, em condições adequadas.
13 – O que fazer se um viajante proveniente desses países africanos apresentar sintomas já no nosso país?

Se o deslocamento for realizado durante o período de incubação – quando a infecção ainda é indetectável – e só apresentar os sintomas da doença depois da chegada ao país, o serviço de saúde que for procurado por esse paciente deverá notificar imediatamente o caso para a Secretaria Municipal ou Estadual de Saúde ou à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. A partir da identificação de que se trata de um caso suspeito, já são adotadas as medidas para proteção dos profissionais de saúde envolvidos no atendimento ao caso, bem como para evitar que a infecção seja transmitida para outras pessoas. O Ministério da Saúde recebe informações diárias da OMS para avaliar a situação do surto de Ebola na África ocidental e recomendar as medidas adequadas para a proteção de nosso país.

 

Fonte: Agência Saúde

Lesão do Ligamento Cruzado Anterior do Joelho

 

O que é?

LCA LCPNo interior do joelho temos 2 ligamentos principais que se cruzam, daí o nome ligamento cruzado anterior e  ligamento cruzado posterior (conforme figura ao lado).

O ligamento cruzado anterior é fundamental na estabilidade do joelho e impede a translação anterior da tibia.

 

 

 

Como acontece a lesão?Mecanismo LCA

Traumas no esportes estão relacionados em torno de 85% das lesões do ligamento cruzado anterior estão relacionados ao trauma no esporte.

Em geral mecanismos torcionais onde o atleta mantem o pé fixo ao solo e gira o corpo, normalmente pode-se ouvir um estalido e tem-se a sensação que o joelho saiu ou está fora do lugar.

 

 

 

 

Diagnóstico

RNM LCAO diagnóstico normalmente é clínico. O médico através da história do paciente (trauma torcional) em conjunto com o exame físico (o joelho apresenta um grande inchaço que ocorre pouco minutos após a lesão) e outros testes feitos pelo médico já se consegue chegar ao diagnóstico em grande parte dos casos. A ressonância magnética é um exame complementar utilizado para confirmar o diagnóstico.

Existe outra situação onde o paciente rompe o ligamento mas não procura o ortopedista ou sabendo da lesão opta por não operar, nestes casos estaríamos diante de uma lesão crônica do ligamento cruzado anterior.

Na lesão  crônica muitas vezes o paciente não apresenta edema ou dor, a queixa principal nestes casos é a instabilidade, ou seja, o joelho apresenta-se frouxo e os entorses são frequentes e no caso de atletas, estes normalmente não conseguem praticar seus esportes.

Com o passar do tempo, devido a esta instabilidade, o joelho pode apresentar outros problemas tais como artrose precoce (seria um desgaste do joelho que ocorre antes do que ocorreria normalmente), lesões de meniscos entre outros.

 

Tratamento

LCA Lesado

O tratamento da lesão do ligamento cruzado anterior é cirurgico na maioria dos casos. Nesta cirurgia substitui-se o ligamento lesado por um tendão retirado do próprio paciente. O tempo médio de recuperação total  é de 6 a 9 meses, após esse tempo a maior parte dos pacientes retorna as atividades esportivas.

 

Ação Social para ajudar o Hospital Henrique Roxo

Campanha Hospital Psiquiátrico Henrique Roxo

Campanha Hospital Psiquiátrico Henrique Roxo

Radiografias em movimento. Como são feitas?

Quando ouvimos falar em Raio-X ou radiografia sempre nos vem à cabeça uma espécie de foto em preto e branco impressa em um plástico mostrando, de forma estática, uma parte do corpo humano.

Na última semana vimos publicados em vários sites, blogs e redes sociais na internet imagens de raio-X dinâmicos,  mostrando como as nossas principais articulações funcionam internamente. As imagens são do ortopedista Noah Weiss e divulgada pelo designer de San Francisco Cameron Drake.

Mas como são produzidas estas imagens?

As imagens for feitas utilizando um aparelho usado na rotina dos ortopedistas chamado intensificador de imagem ou fluoroscópio, que assim como a filmadora, faz uma série de imagens em sequência formando as imagens que veremos a seguir.

 

joelho

Joelho

mão

Mão

tornozelo

Tornozelo

ombro

Ombro

cotovelo

Cotovelo

No próximo post mostrarei um vídeo do funcionamento do intensificador de imagem destacando sua importância na rotina do ortopedista.

Meu filho tem as pernas tortas

A cada 10 crianças que passam nos consultórios ortopédicos, 9 são levada por dúvidas dos pais ou parentes próximos em relação a forma dos pés ou das pernas:

– Meu filho é arcado!!!criancas1

– Meu filho é junteiro!!!

– Meu filho cai muito!!!

– Meu filho tem os pés para dentro!!!

– Meu filho tem o pé chato!!!

– Precisa bota?

– Precisa palmilha?

Na maior parte dos casos nada precisa ser feito, somente observação.

Mas o que é normal e o que é anormal?

Tudo vai depender da idade que a criança tem, para cada faixa etária uma determinada faixa angulação será considerada normal.

Mas antes de falarmos de cada faixa etária específica vamos esclarecer dois termos técnicos que serão usados: varo e valgo ou genovaro e genovalgo.

 

Varo ou geno varo – Quando os joelhos são “arcados”, ou seja, juntando-se os dois pés os joelhos não encostam.

Valgo ou geno valgo – Quando os joelhos são “junteiros” ou em forma de tesoura.

Varo Valgo

E o que é normal para cada idade?

 

Recém nascido até 01 ano e meio:

A criança encontra-se em varo (arcada), ou seja, a criança nasce arcada (geno varo) e vai retificando progressivamente durante o período que a criança começa a andar e em torno de 01 ano e meio a 02 anos os membros em geral encontram-se retificados (neutros).

De 01 ano e meio até por volta dos 04 anos:

Nesta faixa etária os membros inferiores começam a apresentar angulação em valgo, o seja, apresentam pernas junteiras ou em forma de tesoura e esta angulação vai aumentando até por volta dos 04 anos de idade, época que geralmente os pais procuram o médico relatando que a criança está junteira, que bate os joelhos, cai muito, tem os pés rodados para dentro…etc. Estas alterações são normais para esta idade devido a angulação do joelho.

De 04 aos 07 anos:

Nesta faixa etária temos uma diminuição gradual do valgo com estabilização da angulação em torno dos 07 anos permanecendo até a idade adulta, ou seja, a curvatura dos joelhos tendem a se normalizar e a angulação apresentada aos 7 anos permanece até a idade adulta.

Devemos lembrar que devido a tendencia familiar de cada indivíduo alguns graus de varo ou valgo são aceitáveis sem que isto signifique doença.

Joelho infantil

E a bota ortopédica doutor?

As botas ortopédicas não são mais usadas hoje em dia por não terem comprovação científica de sua eficácia.

Mas doutor minha mãe e minha sogra conhecem várias pessoas que usaram a bota ortopédica e foram curadas!!!

Estas angulações têm tendência a normalização com ou sem as botas, ou seja, sem as botas ortopédicas também seriam “curadas” até em torno dos 7 anos.

No passado acreditou-se que as botas ortopédicas eram responsáveis pela correção, hoje existe comprovação científica de que elas não exercem efeito algum na angulação dos joelhos.

E as palmilhas?

Assim como as botas ortopédicas, não existe comprovação cietífica de sua eficácia.

 

Conheço um médico que passa palmilhas…

Este é um questionamento que temos frequentemente nos consultórios ortopédicos, de pais e principalmente dos avós que presenciaram o grande uso de botas ortopédicas no passado e que não aceitam ouvir do ortopedista que o filho está normal e que não precisa de tratamento algum. Neste caso, alguns ortopedistas optam pela prescrição das palmilhas para acalmar os ânimos.

 

Para finalizar…

A grande maioria das crianças que vão aos consultórios ortopédicos não apresentam anormalidade.

Para cada idade existe uma angulação normal para os joelhos, ou seja, o que é normal para uma determinada idade poderá não ser para outra.

Até os 7 anos a maioria dos desvios se corrigem.

Não existe comprovação científica de que botas ortopédica e palmilhas corrijam as angulações dos joelhos.

Se a forma dos membros inferiores do seu filho não está seguindo o esquema informado neste artigo procure o ortopedista.

 

Este artigo respeita as normas regulamentadoras do exercício ético-profissional da medicina e nunca descartando a necessidade da consulta para o tratamento e o esclarecimento de dúvidas.

As informações deste artigo visam complementar, mas nunca substituir o relacionamento entre médico e pacientes.

Na dúvida procure o ortopedista.

 

Criança protegida no carro

Aprenda passo-a-passo neste tutorial,como posicionar corretamente seu filho na cadeirinha de segurança no banco traseiro do veiculo.

Campanha realizada de Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) desde 2010.